Sexta-feira, 3 de Outubro de 2008

gosto muiootium

 

 

Se te encontrasse, agora, na paisagem

Nocturna dos fantasmas da cidade

Contava-te dos nossos pobres versos

No teu rasto de sombra e claridade.

 

Contava-te do frio que há em medir

A distância entre as mãos e as estrelas

Com lágrimas de pedra nos sapatos

E um cansaço impossível de escondê-las.

 

Contava-te – sei lá – desta rotina

De embalarmos a morte nas paredes

De tecermos o destino nas valetas.

 

De uma história de luas e de esquinas

Com retratos e flores da madrugada

A boiarem na água das sarjetas.

 

Dinis Machado


rbl às 22:29
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